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Curitiba,25/09/2022

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Mesmo com a comercialização proibida, cigarros eletrônicos ainda são encontrados no Brasil. Conheça os riscos

Determinação recente do Ministério da Justiça busca dificultar o acesso ao produto que é proibido desde 2009. Seu consumo está associado a várias doenças e tem crescido entre jovens


Mesmo com a comercialização proibida, cigarros eletrônicos ainda são encontrados no Brasil. Conheça os riscos

Ao contrário do que muitos pensam, vapes não são menos prejudiciais à saúde do que cigarros normais


Mesmo com a comercialização,
importação e propaganda proibidas pela Anvisa no Brasil desde 2009, os cigarros
eletrônicos – também conhecidos como vapes, pods, e-cigarettes, e-pipes,
e-ciggys, entre outros nomes – seguiram sendo encontrados à venda sem maiores
problemas no País. De olho neste comércio irregular, no último mês de julho o
Ministério da Justiça endureceu a postura e determinou que 33 empresas
suspendessem imediatamente a venda dos produtos em território nacional. A
medida visa tentar pôr fim ao consumo destes itens que, ao contrário do que
muitos pensam, podem causar danos gravíssimos à saúde.

De acordo com o pneumologista
credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Dr. Rafael Klas da
Rocha Leal (CRM-PR: 37.291, RQE 21.635) as teorias espalhadas por muitos
defensores do cigarro eletrônico de que o hábito é menos nocivo à saúde do que
o fumo tradicional, não são verdadeiras: “Eles são tão prejudiciais quanto,
talvez até mais. Os vapes também possuem em sua composição diversas substâncias
que são danosas ao organismo, várias delas cancerígenas. Não existe dose segura
para o seu consumo e, por possuírem nicotina, eles também levam à dependência
química”, explica.

O consumo dos cigarros eletrônicos
está associado ao desenvolvimento de uma série de doenças, principalmente
alterações neurológicas, cardiovasculares – como infarto, por exemplo – e
doenças respiratórias como enfisema e câncer de pulmão. Os casos têm sido tão
comuns que a comunidade médica, inclusive, criou um termo específico para
classificar enfermidades associadas ao uso deste tipo de produto: EVALI, sigla
em inglês para “Doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro
eletrônico ou vaping”. Rafael Klas explica como o cenário é desafiador: “É
difícil combater o cigarro eletrônico porque ele é muito fácil de usar. Ele é
mais tolerado em diversos ambientes por não ter cheiro, o que geralmente torna
seu consumo mais simples em comparação com o tabaco tradicional. A tragada do
cigarro eletrônico também costuma ser mais longa, o que leva maior quantidade
de partículas nocivas para os pulmões e facilitam sua absorção pela corrente
sanguínea”, detalha.

Mesmo teoricamente banido, o
consumo deste tipo de produto é comum no Brasil e tem se intensificado
perigosamente, principalmente, entre os jovens. Dados de 2019 da Pesquisa
Nacional de Saúde do Escolar de 2019 (PeNSE) mostraram que 13,6% de estudantes
adolescentes entre 13 a 15 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico.
Essa porcentagem salta para 22,7% entre os jovens de 16 e 17 anos. Segundo Rafael
Klas, tal crescimento não é aleatório: “Os vapes possuem um grande apelo entre
os jovens. Mesmo que as vendas estivessem proibidas por aqui há anos, a
indústria do cigarro criou dispositivos eletrônicos que procuram conquistar o
público mais jovem a partir da tecnologia e inovação. Essa estratégia e a
facilidade de encontrar estes produtos, principalmente na internet, fizeram com
que seu consumo crescesse entre jovens”, afirma.

Com a nova determinação do
Ministério da Justiça, a expectativa é que o acesso a este tipo de produto seja
efetivamente proibido no Brasil, tal como prevê a determinação da Anvisa de
2009.

Dia Mundial do Pulmão

O consumo de tabaco e derivados
tem caído no Brasil ao longo dos últimos anos, mas este ainda é um grave
problema de saúde pública. Dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde
(PNS) mostram que o percentual de usuários de derivados do tabaco foi de 12,8%
em 2019. Em 2013, a prevalência de tabagismo foi de 14,9%. Embora estes números
sugiram uma sistemática queda no número de fumantes no País, o impacto que
pacientes com doenças relacionadas ao consumo de tabaco ainda é alto para o
sistema de saúde brasileiro: uma pesquisa de 2020 do Instituto de Efetividade
Clínica e Sanitária (IECS) estimou que doenças causadas pelo tabagismo custam
aproximadamente R$ 125 bilhões ao ano ao País.

A fim de conscientizar sobre os
perigos de produtos ligados ao tabaco, uma instituição internacional de combate
a doenças respiratórias, o FIRS (Forum of International Respiratory Societies),
instituiu 25 de setembro como o Dia Mundial do Pulmão. Embora fumar seja um
hábito secular, a preocupação está longe de ser injustificável: os cigarros
possuem em sua composição mais de 4.700 substâncias, muitas delas nocivas à
saúde, além da nicotina que causa dependência. Dentre os elementos químicos
nocivos encontram-se o monóxido de carbono, mesma substância expelida pelo
escapamento dos carros, além de plutônio, formol, pesticidas e metais pesados
como arsênio, chumbo e cádmio.

O
Dr. Rafael Klas explica a importância de campanhas de conscientização sobre o
tema:  “Não existem produtos ou versões
do fumo que sejam seguras. Todas, sem exceção, são prejudiciais à saúde:
cigarros tradicionais, eletrônicos, cigarros de palha, fumo de rolo, charuto,
cachimbo, narguilé, entre outras. Não existe dose segura para consumo de nenhum
desses produtos e todos estão associados a dependência e desenvolvimento de
doenças”, finaliza.


Sobre a Paraná Clínicas























Fundada em 1970, a
Paraná Clínicas é referência em planos de saúde empresariais e também atua na
modalidade coletiva por adesão. Desde setembro de 2020, é operadora integrante
da SulAmérica, o maior grupo segurador independente do Brasil. Carrega a missão
de cuidar com excelência de empresas e pessoas, oferecendo como diferencial os
programas de saúde preventiva e promoção de qualidade de vida. Com uma
infraestrutura moderna e planejada em uma rede interligada, a Paraná Clínicas
conta com sete unidades próprias em Curitiba e Região Metropolitana, chamadas
de Centros Integrados de Medicina: CIM Araucária; CIM CIC - 24h; CIM Fazenda
Rio Grande; CIM Rio Branco do Sul; CIM São José dos Pinhais; CIM Unidade
Infantil - 24h (ao lado do Hospital Santa Cruz) e CIM Água Verde – onde também
operam o Hospital Dia, projetado para oferecer o que existe de mais moderno em
procedimentos eletivos, e o Centro de Infusão, estruturado para atender com
excelência os pacientes de oncologia, hematologia e reumatologia. Mais
informações em 
www.paranaclinicas.com.br



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