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Curitiba,17/07/2024

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Humanização é um dos principais aspectos na construção da cultura organizacional

Abordagem traz benefícios para profissionais e organizações.


Humanização é um dos principais aspectos na construção da cultura organizacional Foto: rawpixel.com/Freepik

A humanização no ambiente corporativo tem ganhado destaque como um dos principais fatores para a construção e a consolidação de uma cultura organizacional. Uma dinâmica corporativa em que os profissionais se sintam valorizados, respeitados e reconhecidos tem se mostrado importante para manter a motivação no trabalho e alcançar resultados.


Diferentes pesquisas, e também gestores, apontam que a saúde mental e o desenvolvimento de uma liderança humanizada têm papel decisivo para promover ambientes psicologicamente seguros e mais inclusivos. Como consequência, colaboradores e organizações observam resultados positivos no dia a dia.

Em entrevista à imprensa, a CEO da consultoria Newa, Carine Roos, afirmou que investir na saúde emocional dos colaboradores traz um ganho econômico para as empresas. Na ocasião, ela citou os dados do levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) para exemplificar as informações.


O estudo revelou que transtornos mentais, como ansiedade e burnout, impactam a produtividade e reduzem mais de 800 mil postos de empregos, por ano, no país. Diante desta realidade, a expectativa é que as políticas de saúde emocional tenham cada vez mais espaço nas organizações a partir de 2024, junto à promoção de treinamentos e workshops sobre o tema. 

Benefícios empresariais são estratégias de humanização


Além de benefícios corporativos, como o cartão vale alimentação, incentivos empresariais focados no bem-estar do colaborador integram as estratégias para a construção de uma cultura organizacional humanizada. 


A Pluxee - empresa administradora de benefícios corporativos - elaborou um e-book sobre o assunto. O Guia definitivo para humanização no trabalho traz informações e dados sobre o nível de satisfação dos colaboradores em relação a seus empregos, o papel do setor de Recursos Humanos (RH) na promoção da qualidade de vida no trabalho e a necessidade de adotar um comportamento de valorização do capital humano, apontado como o ativo mais importante de uma organização. 


De acordo com o guia, os profissionais valorizam cada vez mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Por isso, é necessário que os benefícios corporativos oferecidos pelas companhias se mantenham atualizados, conforme as demandas dos colaboradores.

Papel do RH na criação de ambientes mais saudáveis


No contexto de humanização da cultura organizacional, o setor de Recursos Humanos (RH) desempenha uma função estratégica. O papel é de facilitador, responsável por promover um ambiente de trabalho mais saudável, inclusivo e empático para os funcionários. 


O chamado “RH humanizado” é uma abordagem de gestão que coloca as pessoas no centro das decisões organizacionais. Quando a experiência do profissional passa a ser o foco das transformações no ambiente laboral, há ganhos para os funcionários e para a empresa. 


Segundo pesquisa feita pela Gallup, empresas que conquistam altos índices de engajamento dos trabalhadores registram crescimento de até 14% em produtividade e de 23% em rentabilidade. 


Já o estudo da Global Corporate Health and Wellness Research revelou que investir em bem-estar e saúde aumenta a produtividade dos times, em média, 25%. A aposta, além de ajudar na identificação e no suporte às necessidades específicas dos funcionários, promove a saúde, previne doenças e auxilia na atração e retenção de talentos.

Comunicação transparente e flexibilidade são pilares da cultura humanizada

Estudos na área mostram que a gestão humanizada deve seguir pilares como empatia, valorização das pessoas, comunicação transparente, flexibilidade e equilíbrio. 


Na prática, a capacidade de se colocar no lugar do outro e entender suas expectativas e necessidades contribui para criar um ambiente corporativo mais acolhedor. 


A transparência na comunicação garante que as informações sejam compartilhadas de maneira honesta, clara e acessível, mantendo o diálogo aberto à participação dos trabalhadores. Já a flexibilidade proporciona a oportunidade de maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.


O interesse pela flexibilidade aumentou nos últimos anos, com a popularização dos modelos híbrido e remoto de trabalho. A expansão do setor de coworkings no Brasil é um exemplo. Segundo dados do Censo do Coworking, feito pela Woba entre 2019 e 2023, foi registrado o aumento de 63% no número de espaços, totalizando mais de 2,4 mil em todo o país.


Em entrevista à imprensa, um dos fundadores da empresa especializada em escritório privativos e de coworking, Pedro Vasconcellos, reforça que a flexibilidade é uma oportunidade para equilibrar a vida pessoal e profissional.


No entanto, ele enfatiza a importância de os modelos de trabalho remoto ou híbrido manterem as conexões. Ele observa que a maioria das reservas da plataforma para espaços de coworking (75%) são voltadas para encontros de colaboração.




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