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Curitiba,21/02/2024

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Yasmin Brunet: especialista explica que transtornos alimentares são muito mais emocionais do que fisiológicos


Yasmin Brunet: especialista explica que transtornos alimentares são muito mais emocionais do que fisiológicos

A modelo Yasmin Brunet, participante do BBB 24, revelou no programa que sofre de "questões alimentares" e, por estar ansiosa, tem descontado na comida. Consultamos o psiquiatra das celebridades, Higor Caldato (@drhigorcaldato), psiquiatra e sócio do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais), especialista em psicoterapias e transtornos alimentares para saber sobre o caso.

Ele explica, que a compulsão alimentar não é motivada pela fome fisiológica, e sim motivada por questões emocionais. “A comida pode funcionar como uma maneira imediata de encontrar prazer e portanto, reduzir ou disfarçar momentaneamente os sintomas de ansiedade. O alimento estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor que faz parte do sistema de recompensa, trazendo uma sensação de bem-estar para a pessoa”, disse ele em entrevista à revista Marie Claire

Compreendendo o transtorno da compulsão alimentar 

O episódio de compulsão alimentar se refere a ingestão de uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas comeria em um intervalo de tempo de aproximadamente duas horas naquela mesma circunstância, com a sensação de falta de controle, não conseguindo evitar ou parar de comer. 

Caldato diz que além dos sintomas referidos acima, a pessoa geralmente come até ficar extremamente cheia, pode passar mal, come escondido com vergonha da quantidade de comida que está ingerindo, come mais rapidamente do que o normal e principalmente, há presença de pensamentos depressivos e ansiosos.

Os casos podem ser espontâneos ou planejados. Nenhuma compensação está envolvida, mas o jejum esporádico ou a repetição de dietas podem estar envolvidos como motivadores para o desenvolvimento dos episódios compulsivos.

O transtorno de compulsão alimentar é normalmente diagnosticado quando episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, pelo menos uma vez por semana durante três meses. Mas mesmo com menor frequência, esses episódios devem ser considerados e tratados, pois já sinalizam uma relação transtornada com a alimentação.

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, com experiência em casos do tipo, com abordagens psicoterápicas, monitoramento físico, abordagem nutricional e uso de medicamentos para casos analisados individualmente.

REFERÊNCIAS:

https://revistamarieclaire.globo.com/saude/noticia/2024/01/compulsao-alimentar-qual-a-diferenca-entre-o-transtorno-e-um-exagero-na-dieta.ghtml

Transtorno de compulsão alimentar - 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK551700/

A influência dos mecanismos de aprendizagem fisiológica e psicológica no neurofeedback versus imagens mentais contra a compulsão alimentar periódica -

https://link.springer.com/article/10.1007/s10484-020-09486-9

FONTE: 

Higor Caldato (@drhigorcaldato), psiquiatra e sócio do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais), especialista em psicoterapias e transtornos alimentares.

Graduado em medicina pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC/FAHESA) e fez sua residência médica em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bem como suas especializações de psicoterapias e transtornos alimentares também pela universidade carioca.




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