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Curitiba,26/09/2022

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México registra ano mais violento para jornalistas com 18 assassinatos até agora

Foto: g1.globo.com
México registra ano mais violento para jornalistas com 18 assassinatos até agora


Relatório da ONG Artigo 19 revelou que governo mexicano está por trás de grande parte dos casos de assédio a jornalistas. Este ano pode ser o mais violento já registrado para jornalistas no México, segundo um relatório publicado nesta terça-feira (18) pela organização de direitos humanos Artigo 19. Até agora, 18 profissionais da área foram assassinados — destes, 9 casos podem estar vinculados ao trabalho jornalístico das vítimas.
"O ano de 2022 pode ser o pior ano para a imprensa em um século", afirmou Leopoldo Maldonado diretor regional da ONG.
Em pouco mais de oito meses, o número de mortos em 2022 já ultrapassou os 13 assassinatos registrados no ano passado, e os 14 registrados em 2020. A Artigo 19 apurou que as mortes estavam ligadas à profissão das vítimas em cerca de metade dos casos em 2021 e 2020, disse o diretor.
A organização também documentou um total de 331 ataques contra jornalistas no primeiro semestre do ano, a maioria envolvendo casos de intimidação e assédio. Alguns também receberam ameaças, e alguns casos envolvem supostos usos abusivos do poder público.
Isso marca um aumento de 51,83% em relação ao primeiro semestre de 2018, quando o ex-presidente Enrique Peña Nieto estava no poder.
Além disso, a ONG disse que quatro jornalistas foram deslocados à força dentro do território mexicano, enquanto dois outros foram para o exílio no primeiro semestre do ano. "O papel que as autoridades têm na violência contra a imprensa reflete claramente uma violação das obrigações do Estado de garantir os direitos e a integridade dos jornalistas e da mídia", acrescentou o relatório.
O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse repetidamente que seu governo não ataca a imprensa e que os assassinatos recentes foram cometidos por grupos criminosos.
A artigo Artigo 19, entretanto, alega que o Estado está por trás da maioria dos ataques à imprensa, com 128 casos registrados no primeiro semestre. Esta é "uma tendência que tem sido consistente desde 2007", disse o grupo.



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