Futuro investidor deve conhecer o Fundo Garantidor de Créditos

Saiba quais investimentos contam com a cobertura do fundo que oferece proteção ao patrimônio do investidor.

Por Assessoria 17/11/2021 - 12:06 hs

Futuro investidor deve conhecer o Fundo Garantidor de Créditos
Foto: DCStudio/Freepik

Quem pretende começar a investir deve, primeiramente, pesquisar sobre o mercado financeiro para conhecer as características dos ativos de renda fixa e renda variável, compreender a dinâmica de funcionamento das operações e se familiarizar com os termos e os conceitos da área. Essa pesquisa deve ser feita antes mesmo de abrir uma conta em uma plataforma de investimento.

O funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma das informações que não podem passar despercebidas pelo futuro investidor, dada a sua relevância. Para quem prioriza a segurança dos investimentos, mesmo que isso signifique uma rentabilidade menor, o fundo funciona como uma espécie de chancela para direcionar em qual ativo aplicar o dinheiro.

Criado em 1995, o FGC é uma entidade privada que tem a função de preservar o patrimônio do investidor em caso de falência da instituição financeira. É responsável por proteger alguns ativos de renda fixa, oferecendo uma garantia de cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Os recursos desse fundo são oriundos de depósitos feitos pelos mais de 200 associados, dentre os quais estão bancos múltiplos, comerciais, de investimento e de desenvolvimento; associações de poupança e empréstimo; companhias hipotecárias; sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades de crédito imobiliário; e a Caixa Econômica Federal.

Conheça investimentos que são protegidos pelo FGC

Além da aplicação em caderneta de poupança, há investimentos em renda fixa que contam com a cobertura do FGC. Os ativos dessa modalidade possuem as regras sobre a rentabilidade definidas no momento da aquisição.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Ao adquirir um CDB, o investidor está "emprestando" dinheiro para que os bancos possam financiar suas atividades e, em troca, é remunerado. Em geral, a rentabilidade é atrelada ao CDI, taxa que tem valor próximo à Selic. Há CDBs com liquidez diária e outros que possuem tempo de carência para o resgate do dinheiro.

Letra de Câmbio (LC)

Esse título de renda fixa é semelhante ao CDB, porém é emitido por financeiras. O rendimento pode ser atrelado ao CDI ou ao IPCA. Uma das principais ponderações com relação à LC é o fato de não existir a opção com liquidez diária, o que dificulta o acesso ao dinheiro em espécie no curto prazo.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) 

A emissão desse título é feita pelos bancos e ofertada para o financiamento de negócios do setor imobiliário. Em troca, o investidor recebe a remuneração. No modelo prefixado, a LCI tem um percentual de rendimento definido no momento da aquisição. No modelo pós-fixado, costuma estar atrelada à Selic, ao CDI ou ao IPCA. Possui baixa liquidez, sendo possível o resgate antecipado após o período de carência determinado pelo banco.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Os princípios são muito similares à LCI, com a diferença apenas da destinação do recurso captado, que é usado para financiar o setor do agronegócio. Também pode ser prefixada ou pós-fixada, seguindo a mesma lógica de remuneração da LCI. Trata-se de um investimento de médio e longo prazo, considerando a existência do período de carência para o resgate.

Os investimentos em renda fixa são alternativas para quem deseja começar a investir no mercado financeiro e quer priorizar a segurança das operações, bem como, para aqueles que já investem e desejam diversificar a carteira.