Traição aumentou ou diminuiu durante a pandemia? Um passeio investigativo pela vida a dois

Brasil é o segundo no ranking de países com maior número de usuários no Ashley Madison, plataforma de relacionamentos extraconjugais

Por Assessoria 21/07/2021 - 19:05 hs

O boom nos aplicativos de infidelidade tem tornado as “escapadinhas” no relacionamento cada vez mais fáceis e comuns nos últimos anos - e até mesmo na pandemia. 

                                                       

Os longos períodos de isolamento social, somados a problemas preexistentes ou que passaram a haver nas relações atuais provocaram um aumento ainda maior no número de relacionamentos extraconjugais.

 

De acordo com a plataforma Gleeden, desenvolvida para aqueles que estão em busca de um affair, houve um crescimento de 160% no número de cadastros desde o início da pandemia, o que representa 6,5 milhões de novos usuários.

 

Uma pesquisa feita pela mais famosa plataforma de relacionamentos extraconjugais, chamada Ashley Madison, revelou que 63% dos usuários traíram com a mesma frequência ou mais que em 2019, antes da pandemia.

 

A plataforma ainda teve um aumento no número de inscrições no período de pandemia, passando de 15 mil para 20 mil novos usuários por dia.

 

Segundo o Ashley Madison, 41% dos infiéis admitiram que traíram pela primeira vez durante o período de isolamento social porque estavam entediados. Além disso, 73% afirmaram que o casamento não foi afetado pela “escapadinha” e 13% ainda revelaram que o relacionamento com o parceiro foi fortalecido pelo affair.

Brasil é o segundo país com maior número de inscritos

O Ashley Madison também registrou um aumento de usuários brasileiros cadastrados na plataforma, que somam 137.611 novas contas por mês no site. Os números ficam atrás somente dos Estados Unidos -, líder em usuários na plataforma - no ranking de 21 países.

 

Além disso, houve um crescimento no número de mulheres brasileiras que utilizaram o aplicativo em 2020. A plataforma registrou a presença de 2,2 mulheres para cada homem.

 

A presença de mais mulheres no aplicativo não é uma exclusividade do Brasil. Na Colômbia, os números chegam a 2,8 mulheres para cada homem, e na França, a marca atinge cerca de 2,5.

 

Porém, a diferença está na média mensal de novas contas nos dois países, que é muito inferior à do Brasil. Na Colômbia são 5 mil novos usuários por mês, enquanto que na França são apenas 2 mil.

 

Apesar de quebrar as regras da monogamia, os usuários têm seguido as medidas sanitárias impostas, preferindo o sexting -, ou seja, a troca de mensagens e fotos de cunho social - do que os encontros presenciais.

Excesso de convivência

Durante a pandemia, os casais se viram passando mais tempo juntos, já que muitas pessoas começaram a fazer home office, ficando longos períodos em casa e em contato com o parceiro.

 

Além disso, a convivência pode afetar o casal de diversas maneiras, tornando-se ainda mais complicada com a presença de outros fatores, como os filhos, o trabalho, o tamanho da residência e outros problemas não resolvidos e anteriores ao isolamento social.

 

Muitos usuários encontraram nos aplicativos extraconjugais uma maneira de escapar da convivência e da nova rotina, mas sem sair da zona de conforto.

 

Porém, vale ressaltar que a pandemia explicitou o comportamento de algumas pessoas que já tinham tendências à infidelidade, ou que até mesmo a praticavam antes do isolamento social.

 

Apesar de muitas pessoas acreditarem que as “escapadinhas” podem fortalecer um relacionamento, especialistas atentam para o fato de que um relacionamento extraconjugal pode provocar traumas emocionais irreversíveis para os envolvidos em uma relação amorosa. A principal consequência é a dor emocional sentida pela vítima que foi traída.

 

No entanto, o número de usuários cadastrados nas plataformas, como o Ashley Madison e o Gleeden, deve continuar aumentando após a pandemia. Isso porque a crise econômica estabelecida pela Covid-19 deve acentuar-se, reduzindo os pedidos de divórico e dificultando a partilha de bens.

Detetives particulares investigam traições na pandemia

Muitos desconfiados têm contratado os serviços de detetives particulares para investigar os cônjuges na pandemia, principalmente por notarem mudanças em seus comportamentos, como passar muitas horas no celular.

 

Não é à toa que o número de solicitações para a investigação de casos extraconjugais aumentou 150% durante a pandemia.

 

Muitos infiéis dão a desculpa que passam muito tempo no celular por estarem falando com o chefe ou em reunião com colaboradores da empresa em que trabalham.

 

Ao desconfiar do parceiro, é importante ter cautela na hora de contratar um detetive particular durante a pandemia.

 

Prefira contratar agências especializadas ou detetives particulares regularizados, com CCM ou CNPJ ativos, e que já tenham alguma experiência prévia nesse tipo de investigações.