Cinco dicas que os investidores precisam saber antes de investir em ativos de empresas internacionais

INVESTIMENTOS

Por MCOMM Comunicação Dirigida 20/11/2020 - 11:24 hs


 

Com a nova regulamentação da CVM, investir em ações de empresas internacionais ficou mais fácil. O especialista em mercado financeiro e sócio da Allez Invest, Rodolfo Baggio, apresenta as vantagens e desvantagens para os investidores

 

Desde outubro de 2020, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) liberou o acesso a todos os investidores para os Brazilian Depositary Receipts (BDR), que são títulos emitidos no Brasil e que possuem lastros em ativos do exterior.  Antes disso, apenas investidores profissionais – aqueles com capital acima de R$10 milhões - tinham acesso as Bolsas internacionais por meio dos BDR. A novidade fez muitos iniciantes do mercado financeiro buscar a opção para compor a sua carteira, por isso, o sócio da Allez Invest, Rodolfo Baggio, apresenta dicas para todos os investidores ficarem de olho antes de entrar nesse universo.

 

Com a democratização da ferramenta, mais de três milhões de pessoas físicas poderão comprar ações de empresas como Google, Nike, Toyota e tantas outras corporações através da Bolsa de Valores brasileira, a B3. “Além de trazer mais opções para os brasileiros, os BDR são uma das formas de empresas estrangeiras expandirem seus horizontes e conseguirem que mais investidores tenham acesso, mesmo que indiretamente, aos seus papéis”, apresenta o especialista em mercado financeiro, destacando cinco pontos que o investidor deve ficar atento ao investir no lastro. Confira:

 

1 – Novas possibilidades de investimentos

Embora o mercado de ações brasileiras seja desenvolvido, ainda é muito pequeno se comparado ao de outros países. O valor de mercado das 331 empresas listadas na B3 era de US$ 0,8tri no início de agosto, enquanto o S&P500 valia US$29tri.

 

Segundo o sócio da Allez Invest, ao flexibilizar as regras dos BDR, a CVM permitiu aos investidores diversificarem a sua carteira em empresas de alcance global e em setores que não existem no Brasil ou são extremamente limitados, como os de tecnologia e saúde. Atualmente, estão disponíveis 671 ativos de lastros do exterior na B3.

 

2 – Atenção ao câmbio

Além da volatilidade natural do mercado financeiro, que é influenciada por aspectos políticos, sociais e econômicos, ter resultados positivos em ativos do exterior passa pela preocupação e atenção às flutuações do dólar, que é a moeda padrão de troca e reserva do mundo.

“Ao comprar ativos em BDR, a rentabilidade será influenciada pela valorização e desvalorização do real em relação ao dólar. Apesar de poder representar um retorno positivo, você não se protege do risco cambial”, alerta Baggio.

 

3 – Praticidade

Se para investir em ativos de grandes Bolsas Internacionais, como Nasdaq, NYSE e LSE, era necessário abrir conta em uma corretora estrangeira, agora os BDR permitem que a transação aconteça diretamente do Brasil. “O processo é simples, basta abrir seu homebroker e comprar como uma ação comum. Dessa forma, também não há necessidade de câmbio para a transação. Ou seja, você investe em real”, acrescenta o especialista.

 

4 – Fique atento aos impostos e taxas

Segundo o sócio da Allez Invest, para cada emissão, há uma cobrança de 5% do valor. “Esse custo corresponde ao lucro da instituição que emite o BDR”.

 

Além da taxa administrativa da Bolsa, há o imposto. Mesmo não havendo a necessidade de remessa internacional, 15% do ganho de capital são tributados. “Por mais que as oportunidades sejam atrativas aos investidores brasileiros, é preciso ficar atento às variáveis para se certificar que essa é a melhor opção para o seu perfil”, aconselha Baggio.

 

5 – Você não se torna sócio da empresa

Diferentemente das ações negociadas diretamente na B3, em que o investidor se torna sócio ordinário, com direito a voto em assembléias – dependendo a quantidade de ações em posse -, ao adquirir um ativo através da BDR, o investidor não tem relação societária com a companhia. “Nesse caso, o investimento contempla somente a movimentação, ou seja, acompanha a valorização ou desvalorização do título”, informa Rodolfo, destacando que o investidor também receberá dividendos.

Sobre a Allez Invest

A AllezInvest é uma boutique de soluções de investimentos no Brasil e no exterior. Com sede em Curitiba (PR), é credenciada à XP Investimentos, a maior corretora de valores e títulos mobiliários da América Latina. Oferece um modelo de assessoria financeira exclusiva, compreensiva e completamente personalizada para seletos clientes. A equipe da AllezInvest é composta seis sócios: Renan Hamilko, Arthur Weber Rubert, Rodolfo Magno Baggio, Guillermo Arauz, Frederico Loss e Mônica de Moraes Campos, todos com prévio conhecimento do mercado financeiro nacional e internacional. Os sócios já passaram por renomadas empresas do país e trazem uma grande bagagem de conhecimento na economia, que é constantemente atualizada.

 

Serviço:

AllezInvest

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Telefone: (41) 3514-5890

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