Eleitores de Piên voltam às urnas neste domingo

17/03/2019 - 12:06 hs

Os moradores de Piên voltam às urnas neste domingo (17) para escolher o prefeito e vice-prefeito do município. As eleições suplementares foram convocadas após o falecimento do prefeito e do vice-prefeito no primeiro biênio do mandato.

Podem votar os eleitores que estão com o Cadastro Eleitoral em situação regular e com domicílio eleitoral no respectivo Município até 17 de outubro de 2018 (151 dias antes do pleito).

Mortes

O prefeito eleito, Loir Drevek (MDB), foi morto com um tiro na cabeça em dezembro de 2016, antes de tomar posse. Ele foi assassinado em um atentado a tiros na PR-420.

As investigações indicaram que o crime teve como motivação “divergência política”. O apontado como mandante do crime foi o então prefeito, Gilberto Dranka, que estaria descontente com o fato de que Drevek não iria atender as demandas de seu grupo político, como a distribuição de cargos e secretarias municipais.

Quem assumiu no lugar de Loir Drevek foi seu vice, Livino Tureck (MDB), morreu em novembro do ano passado vítima de um câncer.

Brasil

Além de Piên, também voltam às urnas os eleitores de Cajamar, Lagoinha e Macaubal, em São Paulo, e Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Em Cajamar, a prefeita originalmente eleita, Ana Paula Polotto Ribas (PSB), e sua vice Dalete de Oliveira tiveram os mandatos cassados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016. Elas foram condenadas por se beneficiar com a realização de obras de pavimentação em dezenas de ruas da cidade nos meses que antecederam a votação. Após sucessivos recursos, o processo que resultou na cassação da prefeita e da vice somente foi finalizado no plenário do TSE em novembro do ano passado.

Na cidade de Cabedelo, no litoral da Paraíba, a nova votação foi convocada após Leto Viana (PRP), eleito em 2016, ter sido afastado pela Câmara de Vereadores e posteriormente renunciar ao cargo, em outubro do ano passado, após ser preso pela Polícia Federal numa operação de combate à corrupção.

Como a renúncia ocorreu antes de Viana completar dois anos no cargo, e o vice-prefeito Flávio Oliveira (PRP) faleceu em julho por insuficiência cardiorrespiratória, a eleição suplementar precisou ser convocada, conforme também prevê a legislação eleitoral.

Custos

Para realizar esses novos pleitos, são realizados diversos gastos, tais como o pagamento de despesas com auxílio-alimentação dos mesários, infraestrutura, logística e transporte de urnas eletrônicas.

Em outubro do ano passado, o TSE assinou um convênio com a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar reaver o dinheiro público gasto com eleições suplementares convocadas devido à cassação dos eleitos.

Segundo levantamento feito pela AGU na ocasião, ao menos R$ 82,3 milhões foram gastos desde 2007 pela Justiça Eleitoral com a realização de 405 eleições suplementares.

Colaboração TRE-PR e Agência Brasil