Indicador da arroba sobe 1,85% em 30 dias

A oferta restrita de animais terminados e o bom ritmo do consumo pressionam as indústrias a alterar a intensidade de compras.

Por Assessoria 06/12/2018 - 12:39 hs

Milho

Após o rearranjo dos preços nos últimos dias, com fortalecimento das referências no físico e ajustes negativos para os contratos futuros, as oscilações se mostram mais comedidas hoje (06/dez).

O último indicador do CEPEA corrigiu 2,27% para cima com fechamento em R$ 37,45/sc. Na esteira, os contratos futuros seguem com valorizações após o fechamento da véspera em campo negativo.

De modo geral, as negociações continuam em ritmo lento, o que colabora para oscilações menores. Entretanto, o mercado continua sustentado nas últimas semanas, e não há fatores para alívio consistente de preços até a chegada da safra de verão.

Vale destacar acompanhamento da Única (União da indústria de cana-de-açúcar) sobre a produção de etanol no Centro-Sul do país. 

A produção do combustível a base do cereal subiu 45,5% na primeira metade de nov/18 em relação ao mesmo período do ano passado, somando 32,30 mil litros. Além disso, no acumulado do ano, a região Centro-Sul do país produziu um recorde de 602,3 mil litros.

E com a perspectiva de crescimento do setor, a produção de etanol de milho deve ganhar cada vez maior importância para sustentação das cotações do cereal.

Soja

Duas notícias divulgadas hoje (06/dez) ilustram as indefinições sobre a disputa comercial entre EUA e a China.

A primeira foi a prisão da filha do fundador da Huawei (importante empresa de tecnologia chinesa), ela que ocupa cargo no alto escalão da empresa, foi detida por supostamente infringir sanções impostas contra o Irã.

O anúncio acende uma luz amarela de possível impacto negativo sobre o acordo de trégua entre os dois países.

Por outro lado, a China manifestou hoje confiança em atingir um acordo comercial com os EUA nos próximos 90 dias do cessar-fogo. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério do Comércio da China.

O fato é que os contratos futuros em Chicago recuam, e devolvem os ganhos obtidos ontem (05/dez). De todo modo, ainda mantém os patamares alcançados após o anúncio do cessar-fogo.

No Brasil as cotações continuam esfriando, em Paranaguá a referência alcança R$ 80,65/sc – queda de 6,20% nos últimos 30 dias, retornando aos menores patamares desde abril/18.

Boi gordo

Arroba do boi gordo segue ganhando força ao longo da primeira semana de dezembro.

A oferta restrita de animais terminados e o bom ritmo do consumo pressionam as indústrias a alterar a intensidade de compras, precisando subir as indicações para preencher as escalas de abate. E assim, o indicador do CEPEA registra alta de 1,85% nos últimos 30 dias.

Com exceção do Mato Grosso do Sul, onde os preços recuaram para R$ 145,60/@ (-1,12%) nesta semana, todos os estados levantados pela Agrifatto apresentaram avanços ou estabilidade nas cotações.

Em Goiás, ontem (05/dez), as indicações a prazo avançaram 1,26%, ficando em R$ 141,43/@ (para descontar Funrural). No Mato Grosso, a arroba fechou em R$ 135,05, alta diária de 0,41%.

O indicador Esalq/BM&F ficou em R$ 148,80/@ (+0,95%). No mercado futuro da B3, o vencimento dezembro fechou em R$ 150,45/@ (+0,30%). Já os contratos com vencimento em janeiro e maio/19 encerraram o dia a R$ 152,30/@ (+0,07%) e R$ 151,85/@ (+0,23%).   

No atacado, o preço da carcaça casada ficou em R$ 10,22/kg.