Polícia prende mais um suspeito de envolvimento na morte de Daniel Corrêa

Por Redação | São Jose dos Pinhais 08/11/2018 - 16:46 hs

A polícia prendeu, na noite desta quarta-feira, mais um suspeito de envolvimento na morte do jogador de futebol Daniel Corrêa de Freitas, de 24 anos, que teve passagens por São Paulo, Botafogo e Coritiba. Outros dois homens são considerados foragidos. Daniel foi assassinado e teve o pênis decepado em 27 de novembro, depois de participar de uma festa de aniversário na região metropolitana de Curitiba. O empresário Edson Brittes Junior confessou o crime e disse à polícia que matou o jogador porque ele tentou estuprar sua mulher, Cristiana Brites.

Preso nesta quarta-feira em Foz do Iguaçu, Eduardo Henrique da Silva é primo de Cristiana. Segundo a investigação, ele estaria no carro em que Daniel foi transportado até um matagal, em São José dos Pinhais, onde o corpo foi abandonado. A polícia procura outros dois homens que teriam participado do crime.

Cristiana e sua filha, Alana, que comemorava 18 anos no dia do assassinato, também foram detidas na semana passada.

Edson confirmou à polícia parte do depoimento que havia dado para redes de TV na semana passada. Ele disse que ouviu gritos de socorro de sua mulher vindos do seu quarto. Na entrevista que deu à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ele afirmou que a porta estava trancada e, por isso, ele a arrombou. À polícia, porém, disse que entrou no quarto pela janela.

O réu confesso afirmou, ainda, que viu Daniel vestido só de cueca em cima de Cristiana e que, por isso, o espancou. Depois, colocou o jogador de futebol em seu carro e o levou até um matagal. Lá, teria utilizado uma faca para cortar o pescoço do atleta e arrancar seu pênis.

Outras testemunhas que estavam na festa contaram aos investigadores que não ouviram nenhum grito de Cristiana. Segundo essas pessoas, só foi possível ouvir Daniel dizendo que não queria morrer.

O delegado Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, disse que não acredita na versão de que houve uma tentativa de estupro.