Padrasto é preso por espancar menino de um ano e quatro meses

07/11/2018 - 09:37 hs

Um homem de 28 anos foi preso após espancar o enteado de um ano e quatro meses no bairro Barreirinha, em Curitiba. O caso aconteceu no último domingo (4), quando vizinhos escutaram os gritos e o choro da criança vindos da residência onde a família mora.

Um dos tios da vítima, Andrew da Silva de Freitas, contou que perto da hora do almoço os familiares receberam um áudio do irmão da mãe do bebê, dizendo que o rapaz estava agredindo o menino. “Nós corremos até lá e flagramos tudo. Na hora eu tirei o padrasto de cima da criança e comecei a bater nele… Quando a polícia chegou, ele estava sendo espancado pelos vizinhos que ouviram os gritos e presenciaram o que aconteceu, todo mundo estava bastante revoltado”, contou ele.

Segundo Andrew, testemunhas afirmaram que o padrasto estava embriagado e drogado no momento das agressões. “Eu não sei se o bebê chorou e ele ficou nervoso e começou a mandar o menino calar a boca. Ele pegou a criança no colo, desceu as escadas do sobrado e foi para outro quarto, onde espancou o meu sobrinho. A criança estava toda machucada, com hematomas e a cabeça totalmente torta”, completou.

A vítima foi encaminhada para o pronto-socorro, enquanto o rapaz foi detido pela Polícia Militar (PM) e levado para a delegacia. De acordo com Andrew, a mãe da criança se omitiu diante dos acontecimentos. “Não faz nem um ano que eles estão juntos. Mas sei que já havia denúncias anteriores no Conselho Tutelar, principalmente sobre agressões verbais, de que o homem vivia gritando com a criança. A mãe não teve a iniciativa de falar com a polícia ou de expulsar o cara de casa”, comentou o tio.

O Conselho Tutelar do Boa Vista acompanha o caso e não deixará o menino voltar para casa, já que a mãe perdeu a guarda do filho e o pai biológico está preso por homicídio há cerca de um ano e meio. A criança se recupera bem no Hospital Evangélico e deve ser levada para um abrigo quando receber alta.

Guarda

O advogado da família do bebê, Walter Benigno dos Santos, explicou à reportagem que entrou com pedido para que a criança fique sob a guarda da avó paterna, com quem sempre teve boa relação. “O Conselho Tutelar nos informou que já vinha atendendo o caso, devido às denúncias anteriores, e por isso o menino deve ir para um abrigo. O que nós buscamos é a tutela, a guarda provisória para que a avó fique com ele e ele não perca esse seio familiar que é tão importante. Nós temos que pensar no que é melhor para o bebê”. Walter trabalha para a família junto com o advogado Paulo Felipe Zoreck.

No domingo, a polícia arbitrou uma fiança de R$ 2 mil para que o suspeito fosse liberado. Até o momento, no entanto, ele não pagou o valor. Na tarde de hoje, o rapaz passa por uma audiência de custódia, que vai decidir se ele continuará ou não detido. “Nós temos medo que ele pague essa fiança e saia, ou seja solto pela Justiça. Ele precisa pagar pelo o que fez”, concluiu Andrew. 

Banda B- 07/11/2018


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