Mãe confessa onde enterrou bebê e desaparece; polícia não descarta assassinato

Mãe confessa onde enterrou bebê e desaparece; polícia não descarta assassinato

Caso aconteceu em Quitandinha região metropolitana de Curitiba

04/01/2018 - 10:25 hs

Mãe confessa onde enterrou bebê e desaparece; polícia não descarta assassinato
Corpo de bebê foi encontrado atrás de igreja católica (Foto: Colaboração)

Reviravolta no caso da mãe que enterrou um bebê em Quitandinha, região metropolitana de Curitiba. A principal possibilidade é de que a criança já estava no período final de gestação, com cerca de oito a nove meses, diferente dos três meses informados inicialmente pela mulher de 36 anos. Após confessar que o corpo estava em uma sacola nos fundos da igreja católica, no bairro Serrinho, a mãe desapareceu e não foi mais encontrada.

No fim da tarde desta quarta-feira, a mãe ligou para a assistente social que acompanhava o caso e confessou onde estava o corpo. Apesar da localização ter acontecido apenas ontem, o caso começou no dia de Natal (25), quando ela deu entrada em um hospital da cidade alegando que sofreu um aborto.

O sargento Rudinilson, da Polícia Militar de Quitandinha, explicou à Banda B, em uma ordem cronológica, como tudo aconteceu. “No dia 26 fomos ao hospital e a mulher, de 36 anos, relatou que teve um aborto após erguer um saco de ureia. Ela disse que o feto tinha de três a quatro meses e que, com o pai da criança, havia enterrado o feto em uma caixa de sapato no Cemitério Cerro Verde, porém não localizamos nada do local”, contou.

Nos dias seguintes, a história contada pela mulher passou a apresentar contradições. “Vieram ligações dizendo que não seria esse tempo de gravidez e que ela estava quase no ponto de dar a luz. Questionamos isso e ela continuou com a mesma versão. Pedimos para que nos levasse ao local do enterro do feto, mas ai ela mudou a versão inicial e disse que não foi junto com o pai da criança”, destacou.

Em meio às contradições, a mulher resolveu, ontem, confessar onde estava o corpo da criança, que aparenta ser realmente um bebê em fase final de desenvolvimento “Ela ligou para a assistente social e fez um mapinha, dizendo onde estava o feto. A criança estava bem formada, em fase final de gestação, e era um menino. Não sabemos se foi um aborto ou se nasceu e acabou sendo morto, porque tinha afundamento de crânio. Só a perícia para comprovar”, ressaltou o sargento.

A equipe policial foi até a mulher, que morava sozinha em uma residência na cidade metropolitana, porém ela não foi localizada. “Quando ela fez a ligação, desapareceu e só foi vista em um ônibus sentido Curitiba. Pode estar perambulando pelas ruas. Esperamos que logo alguém indique onde ela está.  Só ela mesmo para dizer o que aconteceu, se foi um aborto ou até um assassinato”, concluiu.

A Polícia Civil de Quitandinha faz buscas pela mulher, até o momento sem sucesso. Com relação ao pai do bebê, até o momento a mulher não soube identificar quem seria, afirmando aos policiais que ele era morador em Curitiba e que sequer sabia o telefone celular dele