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PARTA COM DEUS”: AMIGO PEDRINHO

Por Paulo Roberto Peyerl 18/08/2016 - 23:24 hs

“Aqueles me conhece bem, sabem que tenho um verdadeiro caso de paixão”, com a pequena e aconchegante cidade de Campo do Tenente, desde que a - descobri na década de 1980. Trabalhei no Posto de Pesagem de Veículos – PPV (Balança nos anos de 1988 e 1989), onde fiz colegas de trabalho tenenteanos e amigos (que até hoje os – tenho. Depois virei repórter em nossa região, retornando á Campo do Tenente em 2.003, quando, juntamente com Renato Murilo de Souza, criamos o Jornal GAZETA DE QUITANDINHA E CAMPO DO TENENTE, e de lá pra cá, já se vão treze (13) anos, atuando como jornalista em Campo do Tenente. “Terra Boa e de Gente Hospitaleira, quem conhece sabe que é verdade”, como diz o bonito hino tenenteano, e é a mais pura verdade. É óbvio, que os amigos mais próximos, tanto de Campo do Tenente como de Riomafra e região, costumam me dizer: “Ah, você, já é mais tenenteano que Curitibano (onde nasci) ou que Riomafrense (onde me criei). Mas não é sobre mim, que eu gostaria de falar e fiz essa breve abertura, apenas para situar os leitores de há quanto tempo convivo em Campo do Tenente.

Mas só foi quando passei a freqüentar as rodas de amizade em Campo do Tenente, em 2.003, que conheci várias pessoas, verdadeiramente simples (característica de muitas famílias locais). Entre os vários amigos que fiz em Campo do Tenente, uma pessoa me chamou a atenção, pela sua personalidade encantadora e jeito extremamente simples de ser. Sempre sorrindo, um sorriso ingênuo e verdadeiro, ele me contou com orgulho do ano, em que participou como figurante de um famoso filme, de “ bang – bang - pastelão”, filmado em Campo do Tenente em 1975, (do qual ele não só atuou, como também emprestou seus cavalos para as filmagens). O tradicional “bigodão”, alegria estampada na face, as roupas estilo tropeiro, eram algumas de suas características externas. Mas aquele sorriso “bonachão”, e o seu jeito calmo de falar, a franqueza naquilo que falava e principalmente: a sabedoria de ouvir, revelavam a doce alma, daquele homem apaixonado por seu trabalho, por pessoas, cavalos, a vida ao ar livre, e a tranqüilidade do campo e do mato.

Para mim, era assim que o – via. Era esse era o seu jeito bucólico e sincero dele viver. Porém, na tarde e noite desta quarta – feira chuvosa de (17-08), em que acompanhamos os históricos jogos olímpicos, nós, os seus amigos e seus familiares, fomos surpreendidos, com a triste notícia de sua partida desse plano material, a um plano espiritual superior. Superior, porque lá em cima, está o verdadeiro “podium dos campeões”. E você: LENOIR PEDRO DE SÁ RIBAS (O Popular Pedrinho Ribas), com certeza levará por mérito próprio e dedicada por nós, a verdadeira medalha de OURO, conquistada pouco a pouco na sua bela passagem por aqui. A você AMIGO, os nossos mais profundos sentimentos de agradecimento por ter vivido assim: da forma mais simples e bela a sua trajetória de vida, e conquistando tantos amigos. Em nome de todos nós: os seus amigos e familiares, dedicamos a você, os nossos mais sinceros sentimentos de consideração, respeito e de saudades, que carregaremos conosco, (até que um dia, em que possivelmente, e se o grande Arquiteto do Universo nos permitir), possamos novamente te encontrar, te dar um abraço bem forte e dizer: “Pedrinho, me conta aquelas histórias bonitas da Campo do Tenente de antigamente. Me conta de novo, aquela história do filme – “E Ninguém ficou em Pé”, em que você aparece fazendo o papel de um típico cowboy brasileiro), entre outras saudades.

“PARTA COM DEUS, NOSSO GRANDE AMIGO PEDRINHO”. VÁ GALOPAR NUM BELO CAVALO BRANCO, PELOS RINCÕES DA ETERNIDADE.

(Paulo Roberto Peyerl).

CONFIRA O FILME NINGUEM FICOU EM PÉ, GRAVADO EM CAMPO DO TENENTE - PR