Estupro coletivo e a responsabilidade.

Por Tony Antunes 01/06/2016 - 11:53 hs

O caso de um estupro coletivo a uma adolescente de 16 anos ocorrido numa favela no Rio de Janeiro tomou conta dos noticiários nacionais e internacionais. Com requinte de crueldade 30 homens abusaram, filmaram e publicaram as imagens do crime em tom de deboche. 

O que chama a atenção são os comentários e muitas interpretações acerca do caso. Cada um tem sua opinião que, num estado democrático de direito tem que ser respeitada. 

Em rápida analise o que mais impressiona é que, penso que só no Brasil mesmo, a vida da vítima foi devassada. Investigaram todos os passos, examinaram a conduta, espionaram toda a intimidade e pior, julgaram-na através de suposições e manipulações de imagens que virilizaram na internet. 

Cristiana Bento, delegada que assumiu as investigações do caso disse em entrevista coletiva estar convicta que houve sim o estupro. 

Estranhamente ou melhor, comodamente, a sociedade em geral busca conquistar espaço com sua opinião e ate mesmo incriminar pessoas mas ninguém assume sua parcela de culpabilidade pelo ocorrido que sabemos, infelizmente não é um fato isolado. 

É chegado a hora de cada setor da sociedade organizada vestir as sandálias da humildade e assumir sua própria parcela de culpa. O Estado é omisso, falta uma educação de qualidade, faltam mecanismos de integração do jovem com atividades extra curriculares, falta politica de incentivo ás mais variadas manifestações artísticas e culturais. Igrejas deveriam unir-se em torno do tema também buscando resgatar a juventude para os verdadeiros valores da família. Legisladores também responsabilizar-se em um maior engajamento na criação de Leis menos brandas para crimes hediondos. Os pais tanto da vitima como dos estupradores devem refletir onde se equivocaram. 

Enfim, criar meios a médio e longo prazo no sentido de encontrar solução encarando de frente, os grandes e reais problemas de nossa sociedade.