Ratinho Jr. deixa a SEDU de olho na disputa eleitoral de 2018

Por Arede 11/09/2017 - 23:08 hs

O deputado estadual mais votado do Paraná em 2014 ocupará a cadeira conquistada na Assembleia Legislativa (Alep) pela primeira vez no mandato. Dono de mais de 300 mil votos no pleito de 2014, Ratinho Jr. (PSD) deixou o comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná (SEDU) nesta segunda-feira (11) para assumir o mandato de deputado estadual e organizar a disputa pelo cargo de governador em 2018.

Membro do governo de Beto Richa (PSDB) desde janeiro de 2013, Ratinho só deixou o governo em um curto período em 2014 justamente para concorrer ao cargo de deputado estadual. No comando de uma das pastas mais poderosas da administração paranaense, Ratinho Jr. viajou várias regiões do Estado e fortaleceu o capital político para disputa a sucessão ao Governo do Estado no próximo ano.

Integrante do mesmo partido do deputado federal Sandro Alex, o PSD, Ratinho Jr. intermediou várias liberações de recursos importantes para Ponta Grossa, entre eles R$ 30 milhões financiados pela SEDU para a pavimentação de ruas da cidade liberados no começo do ano. O fortalecimento de Ratinho também representou o fortalecimento do grupo político dele, composto, além do PSD, o PSC, legenda pela qual Ratinho se elegeu o deputado estadual mais votado da história do Legislativo Estadual no ano de 2014.

A sucessão ao governador Beto Richa (PSDB) deve ganhar forma com a saída de Ratinho Jr. do governo. Além do deputado estadual pelo PSD, outras lideranças políticas já discutem e tentam formalizar suas respectivas candidaturas, entre eles o ex-senador Osmar Dias (PDT), a vice-governadora Cida Borghetti (PP), o senador Roberto Requião (PMDB) e os prefeitos de Guarapuava e Ponta Grossa, César Silvestri e Marcelo Rangel, ambos do PPS.

Fora da SEDU, Ratinho Jr. deverá viajar o Estado para se encontrar com lideranças políticas em diferentes regiões do Paraná. Além de contar com apoio de lideranças da dupla partidária PSD e PSC, Ratinho Jr. também deverá tentar capitalizar o acúmulo político dos últimos anos, período em que comandou uma das pastas com o maior orçamento do Estado do Paraná e realizou investimentos na maioria das cidades.

Candidatos tentam viabilizar campanhas

 

Diante das inúmeras mudanças no cenário político nos últimos quatro anos e dos casos de corrupção atingindo os partidos mais tradicionais, os virtuais candidatos ao Governo do Estado tentam viabilizar campanhas e coligações, além de discutir a viabilidade das candidaturas. Osmar Dias (PDT), por exemplo, quer liberdade política para apoiar o irmão, Álvaro Dias, na busca pelo cargo de presidente e por isso deve se filiar ao Podemos. Já o PPS discute internamente o nome de dois filiados (Marcelo Rangel e César Silvestri), já a vice-governadora Cida Borghetti tenta viabilizar o próprio nome junto à lideranças políticas da capital.