Bandidos que atiraram em policial 'possivelmente' entraram no carro da PM

Comando do 16º Bpm concedeu entrevista coletiva detalhando i tiroteio de ontem (5) na rodoviária. Três homens morreram no confronto.

Por centralcultura 06/04/2018 - 14:03 hs

O comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, Cel. Mario Jorge, concedeu entrevista coletiva na manhã de hoje (6). Ele deu detalhes sobre a operação que resultou na morte de um policial e dois suspeitos, na tarde de ontem (5), na rodoviária de Guarapuava. Ele confirmou que havia uma operação do Batalhão de Operações Especiais de Curitiba e que equipes do 16º BPM prestavam apoio. Sem detalhar, ele também falou sobre algumas circunstâncias da morte do policial.

Segundo o comandante, uma equipe de serviço reservado estava na rodoviária onde ocorreria uma negociação de traficantes relativas a um grande carregamento de drogas. Inicialmente, uma mulher era alvo. No entanto, “de maneira surpreendente apareceu um veículo, um Azera preto, com três indivíduos que entraram em confronto com os policiais do serviço velado do Bope”, disse o comandante do 16 BPM.

A investigação será realizada em inquéritos na Polícia Civil e Militar. Ainda que as circunstâncias ainda precisem ser esclarecidas, o comandante do 16º disse que possivelmente os traficantes estavam dentro do carro dos policiais.

“Na ação tinha dois policiais colhendo as informações, para que quando se efetivasse a negociação da droga [a equipe reservada] pudesse dar a voz de prisão e chamar a equipe de policiamento ostensivo. Nesse momento teve o confronto inicial com a equipe de policiamento velado, quando eles identificaram-se policiais eles tentaram fugir, nessa tentativa os outros policiais deram voz de prisão, eles não acataram, reagiram e nesse confronto houve a morte dos dois elementos”, detalhou o comandante.

Depois do tiroteio a polícia tentou capturar um terceiro participante, que estava no Azera, mas ele conseguiu fugir. Mais tarde, já no período da noite, a polícia localizou uma casa no bairro Vila Bela onde foram apreendidas quantidades de maconha, crack, cocaína, munição de calibre 45 e 556, e balança de precisão. Ninguém foi preso.

A Polícia Civil não detalhou a quantidade de droga, mas disse que inicialmente o valor das drogas é estimado em R$ 500 mil. A delegada responsável pelo caso disse que não atenderia a imprensa hoje.

A Polícia Militar também confirmou que os dois mortos no confronto tinham mandados de prisão expedidos. O policial assassinado era de Rio Negro e trabalhava em Curitiba. Ele será enterrado hoje (6) em Rio Negro.